PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO DE PORTO REAL DO COLEGIO DESEJA A TODOS: UM ALEGRE E FELIZ PÁSCOA A TODOS. QUE JESUS RESSUSCITADO, RESSUSCITE CADA UM DA SUA FRAQUEZA INSUPORTÁVEL ==== Endereço: Praça Rosita Goes Monteiro, 819 CEP.57290-000 Porto Real de Colegio, Alagoas.///// Email: verbita.portorealdocolegio@gmail.com///Blog: svdportorealdecolegio.blogspot.com/////O Pároco: Pe. Bogdan Korka,svd>>>>>>>>>O Vigário: PADRE MARIUS LUDEN,SVD<<<<<<< Agora vamos rezar: AVE MARIA CHEIA DE GRAÇA, SENHOR É CONVOSCO.BENDITA SOIS VÓS ENTRE AS MULHERES, BENDITO O FRUTO DO VOSSO VENTRE JESUS. SANTA MARIA MÃE DE DEUS, ROGAI POR NÓS PECADORES, AGORA E NA HORA DE NOSSA MORTE.AMÉM

26 de abr. de 2011

DOMINGO DA PASCOA

REFLEXÃO: PASCOA, VIVER UMA VIDA RESSUSCITADA

A Páscoa cristã é a festa das festas. A Páscoa é maior de todas as festas. Uma festa tão festa que não temos bastante com um dia para prepará-la e celebrá-la: por isso, a Páscoa dura nada menos que 50 dias, sete semanas, até a festa de Pentecostes (a preparação para a páscoa dura nada menos de 40 dias da quaresma). A Páscoa é o próprio conteúdo da fé cristã, é o coração da vida da Igreja porque ela nos revela o sentido da vida humana no amor de entregue, ela nos ensinar a amar sem fim, e ela nos eleva de baixo da terra para o alto do céu. A páscoa é a passagem da escravidão para a terra prometida pelo sacrifício de cordeiro, é a passagem da morte para a vida e ressurreição pelo sacrifício de Jesus. Os cristão começa se envolve depois da ressurreição. Sem a ressurreição não existiria a Igreja.


Muitas pessoas tentam até agora eliminar a evidência da ressurreição de Jesus. Já desde início os Judeus tentavam espalhando a mentira deles sobre a ressurreição de Jesus. Mas, isso nada adiantava e não adiantará. Porque o fato da ressurreição é evidente.

Em seguida as evidência da Ressurreição de Jesus

1. O túmulo vazio.

2. Paulo, era um fanático judeu perseguia aqueles que afirma que Jesus é cristo ressuscitou. Mas o que foi, em vez de ia captar os seguidores de Jesus, ele era captado por Jesus. Perseguidor se tornou pregador da Ressurreição de Jesus.

3. Pedro era um homem de pouca fé. Negou Jesus 3 vezes. E agora ele com muita coragem falar para os judeus, os sumos sacerdotes e mestres da lei que Jesus ressuscitou.


4. As roupas de morte não foram desarrumada. Elas estavam ali ainda em suas dobras. As roupas para o corpo estava no chão, na condição como o corpo tinha sido colocado. E não parece que alguém tinha colocado no chão ou tinha tirado. O pano que cobriu a cabeça estava ali em suas dobra regular, como se o corpo de Jesus tivesse simplesmente evaporado fora delas. E João entrou e viu o que aconteceu, acreditou.

Tudo isto são fatos que nos ajuda a acreditar na evidência da Ressurreição de Jesus.

Vamos Aprender de João e Maria Madalena

João o discípulo que Jesus amava, e amava tanto Jesus foi o primeiro que acreditar na ressurreição de Jesus. Ele foi a primeira pessoa que entende e acreditar. É o amor deu a ele os olhos a ver o sinal da ressurreição e o amor deu a ele a mente para entender. Por esse amor Jesus confiou a sua mãe ao discípulo que Ele amava, eis é a sua mãe. Essa entrega tem sentido tão profundo. Jesus confiou a sua mãe a seu discípulo amado (e não para ninguém mais). Duas coisas somente: ou você acolhe Maria, Mãe de Jesus na sua vida ou você não é amado por Jesus.

Mais uma pessoa que Jesus amava e amava tanto Jesus. Maria Madalena. Ninguém amava Jesus como Maria madalena. Porque Jesus tinha feito uma coisa por ela que ninguém do mundo poderia faz e ela jamais esquece. A tradição disse que Maria madalena era uma pecadora com os pecados com carmesim, mas Jesus recuperou, perdoou e purificou. Maria madalena pecou tanto, perdoada tanto e por isso, amou tanto. E esse amor que a conduziu. Mas, ela foi procurar Jesus no túmulo, mas Jesus se mostra vivo.

Ela não reconheceu o Jesus ressuscitado porque:

1. As lágrimas fecharam os olhos a ver Jesus Ressuscitado.
2. Ela insistiu a procurar Jesus no túmulo.
Quando a dor vem, não devemos deixar as lagrimas cegar nossos olhos de Jesus Ressuscitado. E não devemos amarrar nossos olhos sobre o túmulo e esquecemos ver o céu claro, azul e o sol brilhante.

23 de abr. de 2011

SEMANA SANTA: HOMILIA E REFLEXÃO

SEXTA FEIRA SANTA DA PAIXAO DE JESUS



Redempti Estis (estis redempti)= vocês foram redimidos (resgatados). Vocês foram resgatados não pela prata nem ouro, mas pelo preciosíssimo sangue de Jesus Cristo derramado, cordeiro sem defeito e sem mancha (1Pe 1,18). Madre Teresa de Calcutá dizia: Quando participamos da Eucaristia, da missa, sabemos muito bem do quanto Deus nos ama”, porque Jesus continua nos amando, dando-nos Seu Corpo e Sangue para nos fortalecer na nossa caminhada para alcançar a vida eterna. É porque aqui o altar do cordeiro, Jesus é sacrificado para nos santificar, Jesus é morto para nos dar a vida.
Celebrar a Sexta-feira Santa nos leva a pensarmos na cruz e a cruz nos leva a pensarmos na dor e no sofrimento. E falar da dor é falar das pessoas concretas, pessoas que sofrem.

A pergunta que o próprio sofrimento faz a todos nós é esta: Se existe um Deus justo, por que existem o mal e o sofrimento? E se existem o mal e o sofrimento, como poderá existir um Deus justo? E se Deus é justo e misericordioso, por que um inocente ou uma criança recém-nascida sofre? Por que Deus parece ficar calado diante de uma oração para pedir a solução para um problema ou para um sofrimento insuportável? Por que as coisas ruins acontecem a pessoas boas? Como posso acreditar num Deus que ame a dor, num Deus que acende a luz vermelha às alegrias humanas?

Estas perguntas servem apenas como exemplo de uma ladainha de perguntas sobre o mesmo tema, a dor. As desgraças que atingem as pessoas boas não são um problema apenas para as próprias vítimas e para suas famílias, mas também são problemas para todos os que desejam acreditar em Deus e viver num mundo mais justo, fraterno, razoável e suportável.

Na sexta feira santa, percebemos que A dor é ao mesmo tempo a realidade e mistério, noite e dia, névoa e luz, fraqueza e força, morte e vida, desespero e esperança. Nós sofremos simplesmente porque essa é a condição do ser humano. A vida humana terrena é por si mesma pequena, fraca e frágil. A morte e a dor são companheiras naturais de nossa própria estrutura. O sofrimento chega a todos nós. Não lhe podemos escapar. Jesus Cristo também sente na própria carne todas as dimensões do sofrimento humano.
Popularmente, a cruz, com freqüência, tem sido tomado apenas como símbolo da dor humana. Às vezes se tem usado a negociar com a dor; tem sido motivo para justificar o sofrimento e ainda como pretexto para certas formas de repressão.

Precisamos estar conscientes de que na Cruz de Jesus não fica justificado o sofrimento humano. Sem dúvida nenhuma, Deus não aceita a sociedade na qual uns homens sofrem, desprezam, injustiçam, exploram, roubam, maltratam, atropelam e matam os outros. As cruzes que os homens levantam para seus irmãos são abomináveis aos olhos de Deus. É preciso lutar contra elas, pois Deus as detesta.

O que aparece na cruz é que o amor de Deus foi respondido pelos ódios e injustiças do homem. O que aparece na cruz por isso é essa: Jesus “tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças, morreu pelos pecados do mundo” (Mt 8,17). O que aparece na cruz é o tremendo respeito de Deus pelo homem, embora Deus não concorde com tudo o que os homens fazem. Na cruz, se encontra o poder de Deus, O poder de Deus que não se manifesta de forma destruidora, mas se manifesta no amor que devolve ao homem a capacidade de viver na fraternidade onde um se torna protetor do outro.

A dor nos faz mais próximos de Jesus porque Ele “tomou as nossas enfermidades e carregou as nossas doenças. Portanto, Jesus não veio para glorificar a dor, mas sim para dar um sentido à dor, para dar um fim a seu reinado. A cruz de Jesus é um instrumento de exaltação porque ela é o fruto de amor. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos” (Jo 15,13). A cruz é o último ato de uma vida vivida no amor, na doação e na entrega. A cruz é a expressão suprema do amor de Deus por nós. Por isso, para os cristãos a contemplação da cruz é fonte de alegria serena porque vemos na cruz a manifestação mais clara do amor de Deus por nós todos e por cada um em particular. Deus fez a alma humana de tal forma que apenas uma vida de bondade, de amor e de honestidade nos faz sentir espiritualmente saudáveis, humanos e fraternos. A cruz é o fim de um amor radical no qual já não importa considerar as conseqüências para a própria vida.

Todos nós carregamos alguma cruz na nossa vida. Há cruzes de todos os tipos. Há cruzes em todos os caminhos da nossa vida familiar e matrimonial, do trabalho, de nossa vida de fé. Há cruzes com Cristo, mas há também cruzes sem Cristo. Cada cruz, então, tem uma história e cada história tem uma cruz. A cruz sem Cristo é a cruz-condenação. A cruz sem cristo É a cruz de quem deseja ser feliz para si, mas não quer a felicidade dos outros, é a cruz de quem deseja ser amado, mas não quer amar, é a cruz de quem deseja receber, mas não quer doar, é a cruz de quem deseja a vitória sem luta. É a cruz que não tem finalidade em si mesmo. É a cruz sem fé, sem amor, sem sentido da vida, sem renúncia por amor. É a cruz de quem deseja viver numa liberdade sem responsabilidade. Jesus Cristo, que foi crucificado, transformou a cruz de castigo em bênção e vida. Essa é nossa esperança.

Redempti Estis, Fomos resgatados na cruz. Por isso, nunca podemos olhar para a cruz de Jesus sem nos lembrarmos da ressurreição. Sexta-Feira Santa não tem qualquer significado sem o Domingo da Páscoa. No Calvário a vida ganhou, porque o amor era mais forte que a morte. Somente a partir dessa perspectiva se pensa, se corrige e se assume o símbolo da cruz. A redenção é antes de tudo uma vitória. Cristo é o vencedor da morte. Cristo é o Salvador do mundo, Salvador de cada um de nós. Devemos contemplar hoje a Cruz de Cristo com olhos de fé. Desde que Cristo padeceu e morreu nela, a Cruz deixou de ser grande desonra-infame para converter-se em sinal de vitória e salvação.
Por essa razão, Jesus não pede ao Pai nenhum poder destruidor: não pede legiões de anjos que o protejam. Tampouco devolve o mal pelo mal, nem insulto por insulto, nem profere ameaças (cf. 1Pd 2,23), pois tudo isto a nada conduz e estaria no nível do mal e estaria em contradição com o próprio modo de ser de Deus. Jesus prefere o poder do amor, um poder desarmado. O poder do amor que permite Jesus exclamar: “Pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem” (Lc 23,34). Palavras que somente podem escutar-se com profundo respeito: Jesus não só perdoa seus inimigos, mas faz mais: justifica-os, torna-os justos. Eles não sabem, pai, não condená-los, mas perdoai-los.

Mas, por favor, não por causa da misericórdia de Deus, vamos pecar a vontade. Se for assim, vamos continuar crucificar Jesus. Hoje Cristo poderia continuar sofrendo a Paixão quando vendermos nossa dignidade por algumas moedas como Judas que vendeu Jesus por trinta moedas de prata; Hoje Cristo poderia continuar sofrendo a Paixão quando negarmos ou mentirmos por vergonha e covardia, como fez Pedro; quando não confessarmos com valentia e sinceridade nossa fé; quando não defendermos a causa da justiça por medo dos problemas e dificuldades que isto possa nos trazer. Hoje Cristo continua sofrendo a Paixão quando lavarmos as mãos como Pilato diante da verdade.

SEMANA SANTA: HOMILIA E REFLEXÃO

A CEIA DO SENHOR


Celebramos hoje a instituição da Eucaristia. E dentro desta celebração há o rito de lava-pés. Para a Eucaristia e o lava-pés o Senhor tem o mesmo mandato. Para a celebração permanente da Eucaristia ele dá o seguinte mandato: “Fazei isto em minha memória” (1Cor 11,24). E sobre o lava-pés o Senhor nos diz: “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo13,14-15). Façam a mesma coisa!

O LAVA-PÉS

O Senhor aceita e realiza o serviço do escravo, que é o lava-pés, leva a cabo o trabalho mais humilde, o mais baixo segundo o mundo, a fim de nos fazer dignos de nos sentarmos à mesa do Reino, de fazermos parte da família de Deus.

Para João o lava-pés, não é um ato isolado, mas representa aquilo que constitui o sentido da vida inteira de Jesus: o levantar-se da mesa para servir, o despojar-se das vestiduras de glória, o inclinar-se até nós no mistério de perdão, o serviço da vida que ele leva até o fim, até a morte. Por isso, a vida e a morte de Jesus se fazem transparentes e revelam o único ato: o ato de amor que chega até o extremo, um amor infinito, o único lavatório capaz de preparar o homem para a comunhão plena com Deus. É o amor que faz o homem livre. O amor é que faz o homem salvo. O amor é que faz o homem irmão do outro. O amor é que faz uma comunidade de irmãos. É o amor que nos leva ao céu.

Mas o homem é capaz de recusar o amor libertador de Deus, o amor que salva. O evangelho nos mostra dois tipos de recusa. A primeira recusa é a de Judas. Mais adiante no mesmo capítulo, o evangelista João faz o seguinte comentário: “Tomando, então, o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite” (Jo 13,30). O pedaço de pão umedecido no molho dado por Jesus a Judas é sinal de carinho especial, de amor e de amizade que Jesus tem para Judas. Mas Judas não quer ficar com o grupo que está com Jesus. Judas é totalmente dominado pelas trevas. Por isso, o evangelista acrescenta intencionalmente esta frase: “Era noite”. Judas representa o homem que não quer ser amado. Ele coloca o bloqueio para qualquer carinho, porque ele pensa apenas em possuir, em viver unicamente para as coisas materiais. Por esta razão, São Paulo diz que a avareza é idolatria (Cl 3,5).

A segunda recusa é a do homem religioso, do devoto cujo representante aqui é Pedro. O perigo consiste em que o “devoto”, o “religioso” não quer aceitar a realidade, isto é, não quer aceitar que também ele necessita de perdão; não aceita que seus pés estão sujos da lama de injustiça, de corrupção, de falta de respeito pela dignidade alheia, de desrespeito pela vida, de desrespeito pela verdade e assim por diante. O perigo que corre o devoto, o religioso consiste em pensar que não tem necessidade alguma da bondade de Deus, do perdão de Deus, em não aceitar a graça. Em resumo, não aceita que ele também é pecador.

Ser cristão, a partir desta perspectiva significa deixar-se lavar os pés sujos. Os pés são partes do corpo humano que tem o contato permanente com a terra, com a lama, com o pó. Mesmo que se usem as máscaras, como as sandálias, mas até as máscaras também ficam sujas. Santo Agostinho fez o seguinte comentário sobre o lava-pés: “Sem dúvida, o batismo nos limpou inteiramente, inclusive os pés. Estamos ‘limpos’; porém, enquanto vivermos aqui nesta terra, nossos pés pisam a terra deste mundo” (Tract. In Johan, LVI 4).

Por isso, precisamos levar a sério o que o Senhor nos diz neste dia: “Se eu, o Senhor e Mestre, vos lavei os pés, também vós deveis lavar os pés uns dos outros. Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo13,14-15). Ninguém pode ser melhor sem a ajuda do outro. O crescimento só é possível convivendo como irmãos na interdependência, no perdão mutuo, no mutuo respeito. Quando não houver o mutuo respeito, não haverá também a mutua admiração.

A toalha ou o avental que Jesus no lava-pés é o símbolo do serviço ao irmão. O serviço ao irmão é o distintivo que o cristão jamais pode depor, deve vesti-lo vinte quatro horas por dia, pois a todo momento pode haver um irmão que precisa dele e ele deve estar sempre pronto a prestar-lhe o seu serviço. Se não aceita gastar a vida no humilde serviço aos necessitados, nada tem em comum com Jesus: “Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (v.15). Continuar as ações de Cristo não é repetir ritos, mas atitudes: amor e serviço. O amor sincero e o serviço alegre, ao estilo de Jesus, há de ser o modo de presença de cada cristão neste mundo. Em outras palavras, o amor que se manifestou em Jesus, deve manifestar-se também nos cristãos através do amor mútuo.

A EUCARISTIA

Nesta noite celebramos também a instituição do Sacramento da Eucaristia, o sacramento da fraternidade.

A qualidade da vida humana biologicamente ou fisicamente depende da qualidade daquilo que ele come e bebe. Jesus justamente nos dá aquilo que é de qualidade, até mais do que isto: Seu Corpo e seu Sangue: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem vida eterna, e eu o ressuscitarei no ultimo dia. Pois a minha carne é verdadeiramente uma comida e o meu sangue é verdadeiramente uma bebida” (Jo 6,54-55).

Comungar o Corpo do Senhor significa viver aquilo que ele viveu, fazer aquilo que ele fez. Ele viveu tudo por amor e fez tudo por amor. O amor transforma tudo em obra prima. Sem o amor tudo se transforma em exibicionismo e tudo se trona uma manifestação da vaidade. O vaidoso normalmente exagera tudo, até os problemas.

Ao comungar o Corpo do Senhor, o cristão está proclamando a todos o compromisso de viver a vida de Jesus: passar a vida inteira fazendo o bem; passar a vida formando a comunidade de irmãos onde deve reinar o amor mútuo e o mutuo respeito.

Será que estamos conscientes disto? Será que temos comungado com esta finalidade? Se Jesus nos deu aquilo que é de qualidade até mais do que isto, será que sabemos dar também o melhor para os outros e para a Igreja de Cristo? A resposta está no seu coração.

SEMANA SANTA: HOMILIA E REFLEXÃO

QUARTA FEIRA DA SEMANA SANTA:
RITO DE ENCONTRO




Jesus se encontra com Maria, sua mãe. Mãe e filho se encontram na via sacra, no caminho da Cruz.

É uma das cenas mais comoventes de toda a história humana, Mãe e filho se encontram na dor. Os olhares se cruzam, se abraçam no meio à dor. Não tinham necessidade de falar, porque a única expressão residia nos seus corações. Nada conseguem fazer. Mas os corações se tocam. É porque já veio antes uma profecia, Sim Maria, uma espada traspassará a tua própria alma, para que se manifestem os pensamentos de muitos corações.
Hoje a dor invade os corações de pessoas mães, que com a sensibilidade da Mãe de Jesus diante do sofrimento, se sensibilizam com os rasgos e destruições da vida dos filhos, já desfigurado e sem vida.

Ao casar e criar os filhos, os pais sempre planejam uma vida de alegria para todos, repleta de realizações, e se esforçam para que isto se concretize, fazendo da vida em família uma verdadeira festa. Mas muitos pais são apanhados de surpresa com notícias que apertam o coração! É uma filha que fugiu de casa ou ficou grávida na adolescência; um filho que se envolveu com o uso de drogas, ou sofreu um acidente violento ... E uma espada de dor transpassa o coração de muitas pessoas mães!

Lembrando que foi no caminho do Calvário que MÃE e Filho se encontraram. E MARIA, sua MÃE, O recebeu em seus braços. Nos braços de MARIA estava o Corpo de seu Filho querido; no Coração de MARIA permanecia a dor e a angústia de uma MÃE aflita, ao ver as consequências da maldade e da violência da humanidade e dos filhos! Por isso, rezemos: Ó MARIA, mãe das dores, fortalecei a fé no coração de todas as pessoas mães de nossas famílias, a fim de que tenhamos serenidade para enfrentar os momentos mais difíceis em nossa vida e com o auxílio do SENHOR, possamos ultrapassar todas as dificuldades do cotidiano.


Homilia:

A Traição de Judas Iscariotes.
1.È de fato, A traição de Judas Iscariotes já estivesse no contexto da vontade de Deus,
Judas Iscariotes vendeu Jesus por apenas 30 moedas de pratas. Quantas moedas de sua palavra e de sua atitude você vendido Jesus? Quanto custo Jesus vendido por você?
Judas Iscariote traiu Jesus, simplesmente com um beijo. Quantos beijo de Judas você deu para Jesus?, Quantos beijo de Judas você deu para sua familia numa terrível traição? Quantos beijo de Judas você deu aos seus parceiros e depois os entregue na traição.
Um recado para todos: Tenha cuidado com moedas de Judas e Tenha cuidado com o Beijo. Beijada ou beijado é gostoso, mas não todos os beijos são verdadeiros amores. Por isso cuidado com o Beijo de Judas.

2.Judas Iscariotes depois, se suicidiu quando descobriu que Ele entregou seu mestre que era Justo e inocente. Poderiamos entender melhor agora a intenção de Judas. De fato ele não tinha intenção para que Jesus morresse, mas ele como uns dos nacionalistas dos Judeus queria que Jesus que fazia milagres com poder, poderia mostrar seu poder agora, para que Jesus se tornar conquistador. Mas isso, não foi o plano de Deus. Aí no momento que ele viu Jesus morreu na cruz, ele se arrenpendeu, até se suicidiu.

Um recado diante do suicídio de Judas Iscariotes:
A terrível coisa do pecado é que não podemos controlar o ponteiro do relógio. Ele passa. Nós não podemos refazer o que tínhamos feito no pecado. Uma vez uma coisa é feita como pecado, nada poderia alterar ou trazer de volta. A mão que escreve, continuando escrever, e vai escrevendo, nem piedade, nem toda a tua inteligência poderiam atraí-lo de volta para cancelar a metade de uma linha. Nem todas as tuas lágrimas poderiam lavar a uma única palavra. Esse é caminho que Judas tomou.

Que caminho você tomou quando você tenha conciência de que você esteja pecado?
Ninguém é tão velho para ter um desejo assombrando para algumas horas para ser vivido novamente. Sempre tem tempo para voltar. Mas se perceba que o caminho de volta é escuro e difícil, é mlehor antes de sair e ir, olhar para cruz de Jesus.
Quando lembramos que nenhuma ação pode ser sempre refeito-recordado, deve fazer-nos duplamente cuidadoso como agimos, ou como falamos.

A coisa estranha sobre o pecado é que um homem pode até odiar a mesma coisa que ele ganhou com isso.
o prêmio que ele ganhou muito com o pecado pode vir a se repugnanciar e revoltar e para repeli-lo, até seu desejo é para se arremessar. A maioria das pessoas pecam porque eles pensam que se eles só possuem a coisa proibida que vai fazê-los felizes. mas a única coisa que o pecado desejado pode se tornar a coisa que um homem acima de tudo, seria livrar-se - e tantas vezes ele não pode.

SEMANA SANTA: HOMILIA E REFLEXÃO

DOMINGO DE RAMOS
O Ramo do Triunfo/da Glória e A Cruz da Paixão
Não há horas ainda cantamos “Hosana bendito aquele que vem em nome de Deus”, mas, já agora acabamos de gritar, ”crucificá-lo!”. O povo de Jerusalém, agitando ramos de oliveira, acolhe Jesus que entra na cidade aclamando, "Hosana! Bendito Aquele que vem!". Mas, Há somente de poucos dias depois, gritando por duas vezes num furor continuado, "Crucifica-O!". O ramo do triunfo se muda logo à cruz da Paixão. A entrada gloriosa por fim dolorosa. Mas, Isto não é uma contradição, ao contrário, é o coração do mistério que queremos proclamar/celebramos. - É contemplar a mais espantosa história de amor. Por amor, Ele veio ao nosso encontro, assumiu os nossos limites e fragilidades, experimentou a fome, o sono, o cansaço, conheceu a mordedura das tentações, tremeu perante a morte, suou sangue antes de aceitar a vontade do Pai; e, estendido no chão, atraiçoado, abandonado, incompreendido, continuou a amar.

A leitura da página evangélica pôs diante dos nossos olhos as terríveis cenas da paixão de Jesus: o seu sofrimento físico e moral, o abandono por parte dos discípulos, o processo perante Pilatos, os insultos e as injúrias, a condenação, o caminho doloroso, a crucifixão. Por fim, o sofrimento mais misterioso. Jesus entregou-se voluntariamente à Paixão, não foi esmagado por forças maiores do que Ele. Enfrentou livremente a morte na cruz e triunfou na morte. Porquê tudo isto? O início da oração eucarística dar-nos-á a resposta: "Ele, que não tinha pecado, aceitou a paixão por nós pecadores e, entregando-se a uma condenação injusta, carregou o peso dos nossos pecados. Com a sua morte lavou as nossas culpas e com a sua ressurreição obteve-nos a salvação" (Prefácio da Missa). Por conseguinte, a nossa celebração quer ser gratidão e amor Àquele que se sacrificou por nós, ao Servo de Deus que, como dissera o profeta, não opôs resistência, não se afastou para trás, mas apresentou os ombros aos flageladores e não desviou o rosto dos que o ultrajavam e lhe cuspiam (Is 50, 4-7).

Estamos diante de crucifixo de Jesus. Vemos Jesus, o Filho de Deus que é sem pecado, mas está agora diante de nós, crucificado. Ao olhar para a cruz de Jesus cada um pode perceber duas revelações: a cruz de Jesus quer revelar o tamanho de seu amor por cada um de nós, e ao mesmo tempo quer revelar o tamanho da injustiça praticada por cada um de nós diante de um irmão com quem Jesus se identifica. Da cruz Jesus diz, como um canto diz: Olha para a cruz. Ninguém te ama como Eu.É tão profundo o seu significado até
desde a nossa infância, como católicos, aprendemos a fazer o sinal da Cruz sobre a nossa testa, os nossos lábios e o nosso coração, dizendo: “Pelo Sinal da Santa Cruz, livrai-nos Deus, Nosso Senhor, dos nossos inimigos” que em seguida fazemos o sinal da cruz, fazendo uma linha vertical(eu e Deus) e uma linha horizontal(eu e o próximo). A cruz é muito importante para nós cristãos, por isso encontramos a cruz de Jesus em qualquer lugar no ambiente católico(cristão): nos altares, no culto, nos edifícios sagrados etc., como sinal externo da fé que professamos.

Quem procura Cristo sem a cruz acaba encontrando a cruz sem o Cristo. A cruz sem cristo é condenação (a madeira qualquer). Cristo sem Cruz também é sem sentido. Quem procura o Cristo com a consciência de encontrar a cruz como conseqüência desta opção, encontrará Cristo ressuscitado e com Cristo ele encontrará a páscoa.

A vida é uma mistura de alegria, felicidade e esperança, e também de tristeza, mágoa e dor. Cada um de nós carrega sempre esse pequeno fardo. Mas quando nos damos conta do amor que Nosso Senhor tem por nós, quando compreendemos que a sua vida nos revelou o amor que Deus tem por nós, então temos de ficar cheios de esperança, de alegria e de paz.
Por meio da sua cruz veio a nós a vida. Por isso SP nos disse, "Se morrermos por Ele, também com Ele reviveremos; se perseverarmos, reinaremos com Ele" (2 Tim 2, 11). Porque só Jesus é o amor, a Vida e a ressurreição (Jo 11, 6).
Quem nos separará então do amor de Cristo? O Apóstolo Paulo respondeu também por nós: "Porque estou certo que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potestades nem a altura, nem a profundidade nem qualquer outra criatura poderá separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, Nosso Senhor" (Rm 8, 38-39).
Se acompanharmos a cruz de Jesus, seremos também participantes de sua nova vida de Ressuscitado. Em resumo pode-se dizer que o Domingo de Ramos é a inauguração da Páscoa, ou o passo das trevas à luz, da humilhação à glória, do pecado à graça e da morte à vida. Com toda a fé, afirmamos que da Cruz de Jesus, de seu amor até a morte, nasce vida para sempre, vida para todos, vida capaz de nos transformar, pois seu amor é mais forte que a morte, que o mal, que o pecado. Esta passagem só poderá acontecer quando tudo se basear sobre o amor a exemplo de Jesus Cristo. Basear no amor de Jesus significa se entregar sua vida a Jesus, sendo jumentinho a carregar o senhor. Porque Jesus precisa de nós, jumentinhos.

Reflita o que Santo Agostinho dizia: “Não te envergonhas de ser jumento para o Senhor. Ao levares Cristo, não errarás a marcha pelo caminho, pois sobre ti vai sentado o Caminho. ... Somos Seu jumento e vamos a Jerusalém. Sendo Ele quem vai sentado, não nos sentiremos oprimidos, e sim elevados. Tendo Jesus como guia, não ficaremos perdidos” (Sermão 189,4).

31 de dez. de 2010

A VIRADA DO ANO NOVO NO PORTO REAL DO COLEGIO



Reflexão:
“Vida é uma peregrinação”

Estamos no último dia do ano. Isto nos indica que a vida é realmente uma peregrinação ou uma viagem. E a Igreja recorda-nos que somos peregrinos. Ela mesma está “presente no mundo e é peregrina”(SC 2). Na peregrinação da vida dentro do tempo (em ponto de vista temporal) não há volta. Não há a marcha a ré. Por mais que as pessoas digam: “ Ah ! Se pudesse começar tudo de novo...”, mas nada disso acontece. Numa peregrinação tudo é para frente. Não tem volta: nem para as pessoas, nem para as coisas, nem para a história do mundo e da humanidade. O nosso nascimento já é um bilhete dessa peregrinação. Daí para frente tudo depende de nós. Tudo é nossa responsabilidade. Não dá para nascer novamente. Estamos em permanente peregrinando no tempo. Não há parada do ponto de vista temporal, nem quando dormimos pois o tempo não pára. Fora e dentro de nós tudo continua em movimento. Mesmo que fiquemos sentados ou deitados, o tempo continua fluindo, nada pára. E somos responsáveis por cada momento dessa peregrinação.

A peregrinação é essencialmente uma partida. Essa mudança no espaço e tempo mostra-nos o peregrino como “alguém que passa”; mesmo que hoje ele pare, amanhã terá que retomar o caminho.




Jesus vive essa forma de vida mostrando o seu significado pleno. Em Cristo, o próprio Deus se fez peregrino para vir ao encontro do homem nos seus caminhos. E o fato de ele não ter “uma pedra onde repousa a cabeça”(Lc 9,58) e sua vida apostólica itinerante revelam a sua identidade de peregrino por excelência.

Por isso, devemos fazer sempre de Jesus o centro de nossa vida e ser moldados num instrumento da graça de Deus. Precisamos confiar na profundidade de Deus em nós e viver dessa confiança. Esse é o caminho para continuar andando rumo à total comunhão com Deus na eternidade.

E para sentir a liberdade de caminhar nesta peregrinação temos que experimentar a alegria do desapego. As maiores dificuldades no progresso, tanto material como espiritual, estão em nosso arraigado apego às coisas passadas, caducas e superficiais. Para caminharmos para a frente e para o alto sempre devemos renunciar. A falta de renúncia atrasa a vida e mata a esperança. Quem deseja andar deve deixar muita carga, muito peso para trás de si mesmo. O homem que não se renova, que não renuncia às coisas superficiais, perde-se, degrada-se e infantiliza-se. Quem tem consciência de que nasceu para o alto e para a frente, tudo vence, tudo supera para alcançar a sua meta: a comunhão plena com Deus. Abraão Lincoln disse: “ Podemos caminhar devagar mas nunca para trás”.

Se a vida é uma peregrinação porque existem tempo e espaço?

Todo ato humano se realiza no âmbito de duas coordenadas essenciais: o tempo e o espaço. Uma das noções mais complexas e ricas que tem o homem, e pelo mesmo motivo uma das mais difíceis de explicar é o TEMPO. Por isso, Santo Agostinho disse: “Se ninguém me pergunta eu sei; porém, se quero explicar a quem me pergunta, então não sei. No entanto, posso dizer com segurança que não existiria um tempo passado, se nada passasse; e não existiria um tempo futuro, sem nada devesse vir; e não haveria o tempo presente se nada existisse”(Confissões,17). O tempo é a medida de todas as coisas quanto à sua duração. Isto chamamos de o tempo matemático, ou tempo cósmico enquanto baseado no movimento do universo.





Este dia 31 de Dezembro de 2010 daqui a algumas horas vai virar o passado. O passado é observável, mas não é modificável. O futuro é modificável mas não é observável. Mesmo assim os eventos passados contribuem para o nosso agora. Nunca nos divorciamos de nosso passado. Estamos em companhia dele para sempre e ele nos introduz no presente. E nossa reações de hoje refletem nossas experiências de ontem e suas raízes estão no passado. Uma pessoa enfrenta o futuro, certamente, com o seu passado. E cada dia nos oferece preparação para o futuro, para as lições que virão, sem as quais não daríamos nossa plena contribuição para o projeto que contém a evolução de todos nós.

Mesmo o passado e o amanhã estando fora de nosso alcance, mas para alguns é difícil viver no presente porque o passado e o futuro continuam a atormentá-los. O passado com remorsos, o futuro com preocupações. Mas a vida real tem lugar aqui e agora. Deus é presente. “Eu sou Aquele que é”, disse ele. Deus está presente neste momento, quer alegre ou triste. Quando Jesus falou de Deus, falou sempre de Deus presente onde nós estamos e quando lá estamos. Deus não é alguém que foi ou que será, mas Aquele-que-é/está; e que é para mim no momento presente. Eis porque Jesus veio para tirar de nós o peso do passado e as preocupações pelo futuro. Jesus nos diz: “ Não fiquem preocupados com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações. Basta a cada dia a própria dificuldade. Pelo contrário, busquem primeiro o Reino de Deus e a sua justiça, e o resto será acrescentado por Deus “ ( Mt 6,25-34 )?

Este último dia do ano é uma boa ocasião para fazermos um balanço do ano que passou e fixarmos propósitos para o ano que começa. É uma boa oportunidade para pedirmos perdão pelo bem que não fizemos, pelo amor que nos faltou, pelo perdão que não oferecemos; também é uma oportunidade para agradecermos a Deus de todos os benefícios que nos concedeu.

Que as luzes do Ano Novo que está para chegar nos mostrem a verdade de que ninguém chega antes ou depois, tirando menos ou levando mais da vida. Que neste ano novo possamos olhar para trás sem ferir os olhos de ninguém no que fizemos, sem perder no coração a fé do que nos resta a fazer. Começar o ano sem pisar em ninguém. Começar o ano novo com o amor correndo por todas as veias, em todas as palavras, em todos os passos, em todos os encontros e diálogos. Começar o ano novo com a maravilhosa promessa de fazer a felicidade. Que nos doze meses do ano que principia, a fé e a esperança sejam uma constante em nossos lares, junto às nossas famílias.

Corte o que precisa cortar. Deixe que sua vida sangre um pouco. Não tenha medo de renunciar aos seus apegos ao mal. Não se deixe arrastar por coisas passageiras. Diga à sua vontade e imaginação que você quer tudo o que vale a pena ser vivido, amado e escolhido. Abandone tudo o que o entristeceu no passado. Esqueça as amarguras, as contrariedades. Não leve para o ano novo ganâncias, nem mentiras. Leve somente soluções, respostas, aberturas, liberdade, justiça, amor e luz. Entre no ano novo com a vontade de perdoar os erros dos outros. Não deixe que o poder e o orgulho o dominem. Comece o ano novo com o coração cheio de bondade e fé.



Se começarmos o ano novo cheios de espírito de Deus, com o coração e a mente livres do ódio e do orgulho, conservando a alma livre de amarras, sem apegos aos ídolos do poder e da posse, então o ano novo será dos melhores.

Portanto, posso dizer do coração FELIZ ANO NOVO A TODOS E A CADA UM E A CADA FAMÍLIA. DEUS ABENÇOE. E TUDO DE BOM. SHALOM !

24 de dez. de 2010

A LUZ QUE BRILHA NAS TREVAS

Missa Natal 2010
Is 9, 1-6
Tt 2, 11-14
Lc 2, 1-14

Lc nos leva até Belém no 2000 anos atrás, imaginando numa noite de muito frio e escura, um viajante como José conduziu, uma mulher em circuntâncias penosas (gravidez)esperando bebê que ia nascer. Não tinha hospedaria nem calor humano de acolhimento. José deveria parar e questionar essa realidade da sua terra de origem. Se ele ele não fosse um homem justo e santo xingaria: Meu Deus, que arrogância esse povo tem. Que individualismo e egoismo dominam o coração do povo meu. Essa escuridão não seria a escuridão desta noite. Esse frio não foi um frio de tempo. Aquela escuridão e aquele frio que vêm das trevas que habitam o coração do homem: o ódio, a injustiça, a mentira, a cruel¬dade e o desrespeito pelo povo meu

Mesmo assim, nasceu então lindo bebê, num manjedoura, Os animais ao redor, do céu os anjos vieram ver, os pastores sua voz ouvir, na noite escura. Três magos viram sua Luz resplandece, vieram adorá-lo.

O povo que andava nas trevas viu uma grande luz. Para os que habitavam na sobra da morte uma luz resplandece. Os que viviam com medo encontra a paz. O anjo porém disse aos pastores que passavam a noite nos campos,”Não tenhas medo! Eu vos anuncio uma grande alegria. Hoje na cidade de Davi nasceu para vós um Salvador, que é o Cristo Senhor. Glória a Deus no mais alto dos céus, e paz na terra aos homens por ele amados” (Lc 2,11.14).

Uma grande luz que se resplandece e brilha naquela noite de frio é a luz do Salvador do mundo que é Cristo Senhor. È o natal.

O Natal faz pensar nesta luz interior, na luz divina, que nos volta a propor o anúncio da vitória definitiva do amor de Deus, sobre o pecado e a morte.

Com o Menino de Belém entrou no mundo este poder invencível do amor divino. Nesse sentido, o Deus feito Menino é a única espe¬rança do mundo. Que a sua Luz brilhe, sem ocaso, e em todo o seu fulgor, no coração e na vida de cada um de vós!

No Natal brilham luzes por toda a parte, mas será que brilha também A luz de Cristo nos corações do povo.
No Natal soam de boca para fora palavras ‘feliz natal’ por todo canto, mas será que soam também o calor humano que brota do fundo do corações que esteja feliz.

Meus irmão, os votos de minha família pra mim que também queria transmitir para vocês como meu voto neste ano. Que a luz brilhe no coração de cada um e ilumine a vida de todos os dias; que o calor da fraternidade caracterize a nossa vida e estilo quotidianos. Jesus nasceu para ser a luz de todo o homem que vem a este mundo. Aprendamos a acolher a luz de Cristo no interior do coração e a levar o calor do amor às famílias e às relações humanas, vivendo o Natal todos os dias.
Como gostaria que os filhos fossem a luz dos olhos dos pais! E como seria belo se fossem, em primeiro lugar, os pais, essas “estrelas de esperança” a conduzir para a Luz de Deus, os seus filhos! E o Presépio estaria iluminado pela luz do amor, sem intermitências, em cada família.

Todos ansiamos por uma luz mais intensa, ou seja, por uma fé mais clara, uma esperança mais viva, um amor mais forte.
Todos procuramos combater as nuvens negras que ameaçam esconder o sol, vencer a
tristeza que escurece a alegria. Que a luz do nascimento de Cristo nos ajude a superar
as trevas do pecado, a escuridão do medo, as sombras do desânimo e faça
resplandecer em nós o esplendor da glória de Deus.

Natal é feliz quando um abraça o outro com um abraço amigo que faz renascer a vida e a esperança e sepultar a noite do ódio.
Natal é feliz quando cada um se torna mais humano dentro e fora da família.
Natal é feliz não por aquilo que compramos ou vendemos, mas por aquilo que se renova dentro de nós.
Natal é feliz quando experimentamos como é bom ser pessoa, pois uma delas é o Deus feito homem.
Natal é feliz porque Deus vem com sua paz para nos serenar.
Natal é feliz porque Deus vem com seu amor para nos plenificar.
Natal é feliz porque Deus vem com Sua Luz para clarear nossa vida de escuridão.
Natal é feliz porque Deus vem-nos dizer: "EU te amo". Natal é feliz quando temos consciência da presença do Deus-Conosco que vem sepultar o desespero que perturba nossa vida.
Natal é feliz quando todos param para ouvir os anjos cantarem para nós: "Glória a Deus nas alturas e paz aos homens de boa vontade por Deus amados". Por isso, Natal é feliz quando cada um tem boa vontade no coração para enxergar e fazer espalhar o bem para todos.
Por tudo isso e muito mais do que isto, desejo "FELIZ NATAL" para todos e para cada um. Shalom!!!!

19 de dez. de 2010

Homilia Dominical: Quarto Dom do Advento: José, o Justo

Mt 1, 18-24

José é o homem justo e bom que se encontra diante do mistério. Não lhe é fácil aceitar o Natal do Senhor que nem entende no início. Como homem normal sente em primeiro momento pavor diante das obras maravilhosas de Deus que desconcertam os cálculos e desafiam o modo de pensar humano. Pela vivência da Palavra de Deus José se converte no modelo perfeito de confiança. Quanta confiança em Deus que ele tem que ter para aceitar o Filho que não é dele, mas é o Salvador do mundo. E quando se aceita o mistério de Deus há sempre surpresa na vida: a surpresa da salvação e do Deus-Conosco. A salvação do homem não depende exclusivamente de uma iniciativa soberana de Deus que basta esperar passivamente. Deus não salva o homem sem a colaboração e a fidelidade do homem. Junto com Maria, José nos dá o exemplo de atitude aberta diante de Deus e seus planos.

Quantas vezes nós estamos cheios de reparos contra tudo o que não está programado e por isso, negamos confiar quase radicalmente em Deus e nas suas surpresas. Portanto, tudo em Maria e José é digno para cada família admirar e imitar para formar uma pequena Igreja de Deus nesta terra.

José não é uma pessoa que fala ou ajusta as coisas para a vantagem própria. Ele é uma pessoa de ação. Ele se limita a escutar o que lhe revela o anjo. Para José a verdade de Deus é mais importante do que seu próprio interesse. Maria e José renunciaram à sua verdade para entrar na verdade de Deus.

Aceitar ou receber o mistério de Deus é uma das grandes tarefas que todos nós temos ao longo de nossa vida. Aceitar o que o Senhor quer para nós é o principal objetivo da existência; porque detrás do que Deus quer para nós há sempre um mistério muito grande que somente é entendido e alcançado por meio da fé, da confiança em Deus e através de um coração generoso. Sem este tipo de coração é impossível aceitar o mistério do Senhor.

Nós não podemos ser felizes se não conseguirmos ler em profundidade os acontecimentos de nossa existência. Deus está presente em nossa existência: em cada uma de suas vicissitudes aparece o plano de Deus e Sua intenção de nos dizer algo. É uma verdade que devemos descobrir em cada momento de nossa vida. Quando cada um descobre sua própria impotência e sua pequenez diante da própria existência, então, deve voltar à memória este relato para descobrir dentro de si a presença de Deus. Deus cumpre Sua promessa e a faz, muitas vezes, em forma desconcertante. Emanuel, Deus-Conosco é a fortaleza feita debilidade. Em uma humilde casa de Nazaré, no seio de uma jovem, chega, discretamente, Aquele que estabelece nossa amizade com Deus. A esse dom contribui a simplicidade de José. Quando pensarmos que tudo discorre “normalmente” nós não seremos capazes de perceber o novo no imprevisto.

José aceita o desafio de Deus apesar de sua vontade de abandonar Maria. Como na vida de José, também às vezes nos são apresentadas situações difíceis e obscuras. Mas elas servem para nos purificar, para purificar nossa visão desta vida, para ampliar nosso horizonte e para nos aproximar de Deus e dos seus mistérios.

Precisamos contemplar a delicadeza deste homem simples e justo, São José. Ele é capaz de entrar nos segredos de Deus, como a própria Maria. Aqui neste texto encontramos um casal que recebeu uma responsabilidade excepcional: ser instrumento de Deus pelo qual a salvação chega aos outros homens. Deus quer usar você para ser instrumento de Deus apesar de suas dúvidas, de seus defeitos ou de suas fraquezas. Que tenhamos disponibilidade de José e Maria para que Cristo possa nascer para os outros por meio de nós. Que assim seja!!!

14 de dez. de 2010

Reflexão do dia 14 de dezembro de 2010

Mt 21, 28-32
O MELHOR DE DOIS MAUS FILHOS

Todos nós temos de nós nos encontramos essas pessoas,Primeira classe, aquelas cuja prática está longe da piedade quase hipócrita da sua profissão;e segunda classe aqueles cuja prática é muito à frente de- por vezes cínico, e às vezes quase sem religião - profissão que eles fazem.
O verdadeiro ponto da parábola é que, enquanto a segunda classe são infinitamente preferível ao primeiro, mas não quer dizer que já é coisa como perfeita. O homem realmente bom é o homem em quem a profissão da fé e a prática se encontrar (empatar) e se corresponder.

Além disso, essa parábola nos ensina que as promessas nunca pode tomar o lugar de execução, e as belas palavras nunca são um substituto para ações bem.
O filho que disse que iria, e não, tinha todos os sinais exteriores de uma pessoa educada e fina. Em sua resposta, ele chamou seu pai de "senhor" com todo o respeito. Mas uma cortesia que nunca fica para além das palavras é totalmente coisa ilusória. A verdadeira cortesia é a obediência, de bom grado dado graciosamente.

Por outro lado, a parábola nos ensina que um homem pode facilmente estragar uma coisa boa pela maneira como ele faz isso. Ele pode fazer uma coisa boa com a falta de graciosidade e uma falta de murmuração que estragam toda a escritura.

11 de dez. de 2010

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO: 3° DOM DE ADVENTO



Este Domingo é conhecido como o Domingo Gaudete, domingo de alegria. Por isso, alegrai-vos, irmãos, no Senhor. Sem cessar vamos repetir, alegrai-vos porque está perto o Senhor.


O evangelho deste dia quer enfatizar duas idéias principais. Primeiro, o Reino de Deus é uma realidade em nosso mundo, mas nem sempre captamos sua presença. Segundo, este Reino não destrói o mundo e sim repara o desajustado nele existente: “Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são curados, os surdos ouvem, os mortos ressuscitam e os pobres são evangelizados” (Mt 11,4-5).



O Reino de Deus é paz, amor e alegria. Também alegria, ainda que previamente tenha que passar por muitas contrariedades e sofrer muito, mas o último não é o sofrimento e sim a alegria indestrutível. A cruz é apenas um meio e não um fim. O mistério de alegria nasce de Deus, é um dom, não se compra em nossos mercados nem se encontra em nossas salas de festa. A alegria brota de dentro e tem sua origem no Espírito de Deus.




A alegria começa a partir do momento em que cada um de nós suspende seu esforço de busca da própria felicidade para procurar a dos outros. Para sermos felizes temos que fazer a felicidade dos outros sem esperar nada de troca. É simplesmente manifestação da minha entrega a Deus, pois Ele se entregou por minha causa. A entrega a Deus é a entrega à alegria. No coração do homem inquieto, a fome de felicidade é fome de Deus.


Da prisão João Batista pergunta a Jesus, através de seus discípulos: “És tu, aquele que há de vir, ou devemos esperar um outro?” (Mt 11,3). Também nós interrogamos a Jesus da nossa prisão, a prisão de nossos horizontes muito limitados e de nossa falta de agudez para compreender que Cristo segue atuando: “Feliz aquele que não se escandalize de mim”. Necessitamos aprender a ver o Reino em marcha.




Na boca do salmista temos uma resposta: “Quanto a nós, nós esperamos pelo Senhor: Ele é o nosso auxílio e nosso escudo. Nele se alegra o nosso coração, e nó Seu nome santo que confiamos. Senhor, que Teu amor esteja sobre nós, assim como está em Ti nossa esperança” (Sl 33,20-22). “Quanto a mim, como oliveira verdejante na casa de Deus, eu confio no amor de Deus para sempre e eternamente” (Sl 52,10). “Só em Deus a minha alma repousa, dele vem a minha salvação; só Ele é minha rocha, minha salvação, minha fortaleza, jamais vacilarei” (Sl 62,2-3).

10 de dez. de 2010

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: DIA DA FESTA

Dia da Padroeira
08/12/2010 (quarta-feira)


5:00h – Ofício de Nossa Senhora
9:30h - Santa Missa
Celebrante: Dom Valério
Após a Missa o Sacramento do Batismo

17:00h - Procissão pelas ruas da cidade
Bênção do Santíssimo Sacramento


REFLEXÃO SOBRE A SOLENIDADE IMACULADA CONCEIÇÃO


1. Uma intensa luz, brilha na noite da nossa história humana que entrou na história pelo pecado e desobediência do Homem e da Mulher. Ali, onde a humanidade falhou, num abuso de liberdade criada, Deus não abandonou à desgraça a sua criatura! A história do pecado original faz brilhar, sobre os escombros da miséria humana, a promessa do amor divino, verdadeira luz invencível.

3. Mas paira ainda sobre nós, e tão densamente, o mistério do mal. Como foi possível, como aconteceu? Isso permanecerá, sempre obscuro para nós, tão obscuro e irracional, como é a escuridão do próprio mal! A imagem, descrita na primeira leitura, poderá ajudar-nos a intuir algo da origem desse mal, mas não pode explicar o que, em si mesmo, não tem lógica. O que podemos saber, no meio de toda esta escuridão, é que o mal não provém do próprio ser de Deus, nem pertence ao ser da pessoa. O pecado permanece como uma marca de origem, mas não como um defeito de fabrico! O mal vem e provém de uma liberdade abusada!

Mas, ainda assim, neste jogo de luzes e sombras, Deus, com a sua luz, é sempre mais forte. E por isso, o mal pode ser superado. A criatura humana pode ser curada. Para isso, Cristo veio a este mundo e fez brotar, para nós, uma fonte de graça, abriu, no mar das nossas desgraças, um rio de luz!

4. Meus queridos irmãos: Estamos em Advento e todos nos propusemos ser e receber dessa luz, que é Jesus! Essa luz, aliás, já brilha e devemos abrir os olhos do coração para a vermos e assim entrarmos nesse rio da luz. Mas este caminho, com frequência, torna-se escuro, duro e cansativo, porque a noite escura do mal é ainda muito forte.

Por isso, para chegarmos a ser e a receber esta Luz, precisamos de luzes próximas de nós, de pessoas que reflictam a luz de Cristo e iluminem o nosso caminho a percorrer!

E que pessoa mais luminosa do que Maria? Quem, melhor, do que Maria, pode ser para nós essa “estrela de esperança que nos guia? Ela é a primeira criatura, redimida pela Luz, daquele que veio a dar à Luz. Com o seu "sim", Maria consentiu, que a Luz de Deus entrasse neste mundo. Por meio dEla, Deus fez-se carne, entrou na história, como nova fonte do bem! Por isso, animados por filial confiança, pedimos-lhe:

"Maria, Estrela da nossa esperança, indica-nos o caminho da Luz. Tu, nossa companheira, no caminho para a luz, brilha sobre nós! Tu que trepidante nos esperas nessa luz sem ocaso, guia-nos nas dificuldades de cada dia, agora e na hora da nossa morte. Amém!"

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: 9° DIA DE NOVENA

9° Dia 07/12/2010 (terça-feira)

Tema: Humildade de Maria

A minha alma engrandece o Senhor, e meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque Ele olhou para a humildade de sua serva. O Poderoso fez em mim maravilhas (Lc 1, 47-49).

Ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o em faixas e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria (Lc 2, 7).

Homenag.: Índios

19:30 Novena e Missa
Celebrante: Pe. Pedro, Diác. José Maria

6 de dez. de 2010

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: 8° DIA DE NOVENA

8° Dia 06/12/2010 (segunda-feira)

Tema: Obediência de Maria


Maria disse: “Eis aqui a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1, 38).

Graças a Deus que vós, depois de terdes sido escravos do pecado, passastes a obedecer, de coração, ao ensino ao qual Deus vos confiou (Rm 16, 7).

Homenag.: Juventude
Povoados: Canoa de Baixo, Pau Ferro, Salomezinho

19:30 Novena e Missa
Celebrante: Pe. Antônio Vivaldo



REFLEXÃO SOBRE O "SIM" DE MARIA




De que modo Maria é um modelo para todos nós? O exemplo de Maria é extremamente rico e nunca se poderão dizer demasiadas coisas ao respeito. Quero aquí recordar simplesmente o “sim” de Maria ao Anjo Gabriel, que lhe anunciou que seria Mãe do Salvador. Este “sim” é um pouco o resumo de sua existência. Evidentemente não o podemos limitar a este momento. Tudo na vida de Maria foi “sim”, um “sim” que não deixou de pronunciar ao pé da Cruz. Se não fosse assim, certamente Cristo não lhe teria pedido ser mãe de São João e nossa Mãe, neste momento. O que é especialmente importante sublinhar aqui é o fato de que quem contempla Maria, vai tornando-se como Ela. Precisamos dizer sim a Deus nas nossas vidas. Quantas graças e bênçãos podem ficar retidas, porque não queremos aceitar Sua Vontade sobre nós! Como João Paulo II, devemosm repetir “sou todo teu, Maria” e fazer desta frase um verdadeiro lema de vida. Vejam com que generosidade aceitou este grande Papa seguir as inspirações de Deus. Por isso, foi tão fecundo o seu Pontificado. Aprendamos de Maria a não temer pronunciar esta palavra tão singela e veremos as obras de Deus!


Por fim, Nossa Senhora é Mãe. Não só intercede, inspira e entusiasma pelo seu exemplo. Deu-nos à luz. Ou, o que é equivalente, deu-nos a Luz, Cristo. Paulo VI lucidamente proclamou-a Mãe da Igreja. É Mãe de todos nós, porque aceitou ser Mãe do Salvador, Mãe de Aquele que nos havia de dar a Vida nova, a Vida ressuscitada, que já começa a brotar nos corações dos fiéis. Quero aquí destacar um aspecto desta maternidade: as dores de parto. Sabemos que, durante o parto virginal, Nossa Senhora não teve dores com o seu Filho. Mas sim, connosco, ao longo de sua vida. E muitas. Não é por acaso que, ao pé da cruz, Cristo confia Maria a João, fazendo d'Ela a mãe do discípulo amado. Sim, Maria é mãe, porque deu-nos a vida.

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: 7° DIA DE NOVENA

7° Dia 05/12/2010 (domingo)

Tema: Intercessão de Maria

Houve um casamento em Caná da Galiléia, e a mãe de Jesus estava lá. Faltando o vinho, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm vinho!” (Jo 2, 1-3).

Homenag.: Famílias e equipes da saúde
Povoados: Canoa de Cima, Marabinha

19:30 Novena e Missa
Celebrante: Pe. Djalma,svd
Pe. João, Pe. Mario



REFLEXÃO SOBRRE A INTERCESSÃO DE MARIA


O poder da intercessão de Maria já é visível na vida da Igreja primitiva, especialmente no dia de Pentecostes. O Senhor tinha mandado aos Apóstolos e discípulos que rezassem para que viesse o Espírito Santo, que ainda deviam receber para poderem cumprir a missão. É por acaso que São Lucas menciona nos Actos dos Apóstolos que Maria estava presente no cenáculo precisamente nesta ocasião? Certamente que não. O Espírito Santo é chamado simplesmente “o Dom” por São Lucas, sem nenhum outro qualificativo. É de facto o grande Dom de Deus, e Nossa Senhora esteve muito ligada a ele, pela sua intercessão. Tinha de sê-lo.


Mas ainda antes deste momento tão crucial para a vida da Igreja, ao início de outra etapa importantíssima – a vida pública de Jesus – São João mostra-nos o papel da intercessão de Maria nas bodas de Caná. Conhecemos as circunstâncias desta passagem evangélica de grande valor simbólico. Os noivos já não têm vinho. A festa de casamento fracassará. Maria intercede e tudo se soluciona com um milagre de Jesus que transforma a água em vinho. Por causa deste milagre, o primeiro de Jesus, precisa João, os discípulos acreditaram n’Ele. Se tivermos em conta que provavelmente estas bodas representam a união que Deus quer realizar com o homem através da vinda e do sacrifício de Cristo, damo-nos conta que não podemos subestimar a importância da intercessão de Maria em toda a história da salvação.

4 de dez. de 2010

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: 6° DIA DE NOVENA

6° DIA 04/12/2010 (sábado)

Tema: Piedade de Maria

Todos os anos, os pais de Jesus iam a Jerusalém para a festa da Páscoa (Lc 2, 41).

Os apóstolos voltaram para Jerusalém. Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres — entre elas, Maria, mãe de Jesus (At 1, 12-14).


Homenag.: Catequese, crianças e Povoados: Maraba, Girau

19:30 Novena e Santa Missa - 1 Comunhão das crianças

Celebrante: Pe. Samuel













NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO IMACAULADA


IGREJA MATRIZ



SEGUNDO DOMINGO DO ADVENTO


Tema central desse domingo é a conversão. A conversçao é uma necessidade no mundo hoje em dia. A necessidade de conversão fica muito mais clara ainda ao compararmos o mundo como é, com o mundo como deveria ser, ou seja, a realidade com a utopia.

A Realidade do Mundo Hoje em dia em geral:

Nossa realidade hoje em dia é uma angústia perene de muitos! O individualismo recheado por um consumismo ilimitado tem direcionado as pessoas ao desgaste nas relações sociais na família e na vida cotidiana com o outro! Vivemos em torno do mais e melhor, onde o poder material determina quem somos, o que buscamos e como devemos viver. O terrível de todo esse cenário sombrio é a perda de referenciais, a implosão dos valores e princípios morais, fato que tem produzido objetos em oposição a homens com sentimento de respeito pelo semelhante. A cada ano, década e geração, as pessoas imergem num campo de conflitos produzido pela concorrência no lar, na escola, no trabalho, nas trocas comerciais e na própria consciência individual e coletiva. Do indivíduo ao grupo social maior, tudo tem sido polarizado pelo valor agregado das trocas, dos benefícios materiais, pela aquisição cada vez maior de bens e serviços. Para piorar, a imprensa tem contribuído ao atrofiamento da mente de crianças, jovens e adultos. Há interferência ou imposição de antivalores nas relações sexuais, na cultura do comportamento humano em geral. Esse background nos dá como resultado, a flexibilização e antificializacao no trato com nosso próximo e com a forma de sobrevivência no trabalho. Por isso temos formas de trabalho sem respeito a estabilidade nos contratos, perda de direitos dos trabalhadores, vemos, nas relações sexuais, a superestima de banalização do comportamento sexual sem limites, ocorrem tantos homicídios, a corrupção aumenta vertiginosamente. Até mesmo, a religião também perde sua credibilidade.


A Utopia Bíblica:


A Primeira Leitura deste domingo tirada do livro de Profeta Isaias 11,1-10 apresenta uma utopia messianica, mostrando o leão e o boi pastando juntos - certamente muito diferente de um mundo em que cada um se comporta como um lobo para com seu semelhante (homo homini lupus).






3 de dez. de 2010

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: 5° DIA DE NOVENA

5° DIA 03/12/02010 (sexta-feira)

Tema: Fidelidade de Maria

Quando se completaram os dias da purificação de Maria, segundo a lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino será consagrado ao Senhor” (Lc 2, 22-23).

Junto à cruz de Jesus estavam de pé sua mãe .... (Jo 19, 25).

Homenag.: Pastoral do Dízimo e Povoados: Entrada, Borges

19:30 Novena e Missa
Celebrante: Pe. Pedro Lima









NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO IMACAULADA


IGREJA MATRIZ



REFLEXÃO SOBRE A FIDELIDADE DE MARIA



“Meus queridos irmãos e irmãs na fé em Jesus Cristo, este pequeno trecho citado em cima do Evangelho de Jesus segundo São João, nos fala de duas coisas muito importantes com relação à Virgem Maria. Em primeiro lugar a fidelidade de Nossa Senhora, Maria, a Mulher fiel, na Anunciação, nos momentos de alegria, mas Maria também é fiel no momento extremo de dor. Aos pés da cruz, Maria manifesta a Sua fidelidade, a sua confiança em Deus, no projeto Salvador de Deus e por isso como M~es neste momento tão doloroso, Ela consegue ficar de pé.

Maria é testemunho para todos nós de que diante das cruzes deste mundo, de diversos sofrimentos que nos cercam é preciso que sejamos fiéis e tenhamos confiança em Deus. Permanecendo sempre de pé, porque é o Senhor quem nos fortalece. É a graça de Deus que nos sustenta, assim como sustentou a Virgem Maria. Pela nossa fidelidade também podemos ser fortes. Em Cristo encontramos a força para ficar de pé diante de todas as dificuldades que nos cercam.

Em segundo lugar nós encontramos neste trecho do Evangelho a maternidade de Maria. Neste momento extremo de dor, Jesus nos dá de presente a Sua Mãe! Ele nos entrega Maria como Mãe de todos nós!

Maria em primeiro lugar é Aquela que aceita a humanidade, na pessoa do Discípulo amado, e o Discípulo amado é aquele que acolhe Maria! E na pessoa do Discípulo amado todos nós somos representados por aquele Discípulo – os discípulos e as discípulas de Jesus! Amados e amadas por Ele! Merecedores do Seu amor e deste grande presente que Ele nos concede – a Sua própria Mãe! Como nossa Mãe!


A atitude daquele Discípulo amado deve ser a nossa atitude – imediatamente ele acolheu Maria consigo. Assim deve ser a Igreja. Cada um de nós como cristãos devemos Acolher Maria conosco, que Ela permaneça conosco, para que nós possamos aprender Dela, no seu exemplo, no seu testemunho, no seu modelo, para que nós possamos contar com a Sua maternidade, nos auxiliando, nos fortalecendo, sempre encaminhando nossas vidas para o Senhor Jesus! Vamos pedir nessa novena que nós tenhamos a graça de Deus e que contemos sempre com a presença maternal de Nossa Senhora – a Mãe da fidelidade e da fortaleza.”

2 de dez. de 2010

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: 4° DIA DE NOVENA

4° Dia 02/12/2010 (quinta-feira)

Tema: Alegria de Maria

Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor (Lc 2, 10-11).

Fostes vós que plasmastes as entranhas de meu corpo, vós me tecestes no seio de minha mãe (Sl 138, 13).

Homenag.: Apostolado da Oração, Mãe Rainha, Legião de Maria Povoados: Barra do Itiúba, Castro, Carnaíbas

19:30 Novena e Missa
Celebrante: Pe. Rosalvo









NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO IMACAULADA


IGREJA MATRIZ











Reflexão:

Eis o convite à alegria pascal, que soa e ressoa no coração de Maria, e na alma de todos nós, neste dia, e em cada dia desta Páscoa, que se prolonga, agora e por cinquenta dias, até ao Pentecostes! É uma alegria que enche e preenche, de modo singular, e em primeiríssimo lugar, o coração da Virgem Maria! Ela que esteve unida, mais do que ninguém, a Cristo, e dEle se fez discípula, Ela que, ao lado do discípulo amado, se manteve firme, ao pé da Cruz de Seu Filho, Ela que acompanhou os Apóstolos, nos momentos de maior prova, «Ela que concebeu Seu Filho, acreditando, também acreditando, esperou a sua ressurreição! Forte na fé, Maria pressentiu, por certo, o dia da luz e da Vida, em que dissipada a noite da morte, toda a terra exultou de alegria e a Igreja nascente rejubilou ao ver de novo o seu Senhor imortal» (cf. Prefácio da Virgem Maria na Ressurreição do Senhor)!


É verdade que os Evangelhos nada nos dizem da aparição de Cristo Ressuscitado a Maria, Sua Mãe; nem tal seria preciso, pois, como diz Santo Inácio de Loyola, a Sagrada Escritura supõe o nosso entendimento” (cf. Exercícios Espirituais, 299), segundo o qual Maria, sendo Aquela que mais intensamente padeceu e se compadeceu, com as dores, a paixão e a morte do Filho, mais intensa e primeiramente Se há-de rejubilar em serena alegria (cf. Aclamação ao Evangelho)! Não por acaso, a tradição cristã, - como aqui e neste lugar bem se vê - sempre gostou de, justamente, contemplar, Maria, na sua inefável alegria pascal! Maria pode alegrar-se, mais do que qualquer outra Maria, ao abraçar o Filho, que antes tinha estreitado a Si, quando descido da Cruz! Maria, que suplicava e rezava, foi a primeira a quem o Filho mostrou a luz da ressurreição. Ela viu Jesus, ou melhor, descobriu a sua presença pascal, no centro da sua vida, dentro de sua própria casa, que é a casa da Igreja, onde se reúne com os discípulos. Depois da ressurreição, a Mãe do Redentor rejubilará com todos os "amigos" de Jesus, que constituem a Igreja nascente! Mais tarde, associada ao mistério pascal de Cristo, Maria receberá, pela sua assunção, o privilégio de ver cumprida em Si mesma, a Páscoa de Seu Filho!

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: 3° DIA DE NOVENA

3° Dia 01/12/2010 (quarta-feira)

Tema: Serviço de Maria

Naqueles dias, Maria partiu apressadamente para a região montanhosa, dirigindo-se a uma cidade de Judá. Ela entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel (Lc 1, 39). Carregai os fardos uns dos outros; assim cumprireis a lei de Cristo (Gl 6, 2).

Homenag.: Pastoral da Terceira Idade, estudantes
Povoados: Capim G., Retiro

19:30 Novena e Missa

Começamos nesta noite com a novena seguindo o rito anterior:
Padre celebrante, Pe. Cristiano (Vígário da Catedral de Penedo) começou saudar e acolher o povo, os filhos e filhas de Deus, em seguida INVOCAÇÃO DO ESPÍRITO SANTO que foi cantada pelo coral de Catequese de Crisma: Vanessa, Mila e Múcio (o Cantor e Tocador).
Em seguida: Oração Pre´paratória e Ladainha de Nossa Senhora. Depois de Ladainha vem o rito da palavra e em seguida continuamos com a Eucaristia.

















Pe. Cristiano, Presidiu a santa missa acompanhando pelos padres do colegio























Os Homenageados: Os Idosos



Na Janta: Pe. Cristiano, Uma Leiga de Penedo, Pe. Marius,svd e Uma outra Leiga de Penedo




Reflexão:

"O Papa João Paulo II, na missa no dia da Visitação de Maria em 2002, disse: “Onde está Maria, está Cristo; e onde está Cristo, está seu Espírito Santo, que procede do Pai e dele no mistério sacrossanto da vida trinitária. Os Atos dos Apóstolos destacam com razão a presença orante de Maria no Cenáculo, junto com os Apóstolos reunidos a espera de receber o "poder do alto". O "sim" da Virgem, "fiat", atrai sobre a humanidade o dom de Deus: como na Anunciação, também em Pentecostes. Assim continua sucedendo no caminho da Igreja”.


Ainda, O mesmo Papa, na Carta Encíclica sobre A MÃE DO REDENTOR (1987) diz: Só no mistério de Cristo “se esclarece” plenamente o seu mistério (de Maria)(p.9, n.4).Por isso podemos dizer que O sentido do serviço prestado por Maria está no Cristo que ela trazia no seu ventre fecundo. A riqueza, a beleza, a profundidade da vida de Maria, repousa no mistério do Cristo. Sem Ele, Maria se esvazia.


Maria caminhou a serviço de Deus sem medo e dúvida porque tem Cristo no Coração na sua Visita a Prima, Isabel. A certeza da missão que Deus lhe confiara era tão intensa, que Maria caminhou nas pegadas da providência. Impressionante a abundância da graça de Deus na vida de Maria. A voz e a presença de Maria no lar de Zacarias fizeram a criança estremecer dentro do ventre da mãe.
O fruto da missão e do serviço de Maria aconteceu quando Isabel reconhece o valor da visita da prima, mas, sobretudo, reconhece o fruto do ventre de Maria, Jesus. É Jesus a quem queremos levar quando servimos ao irmão, quando prestamos um serviço na Igreja, quando nos disponibilizamos a servir o Reino. É Por Ele apenas. Qualquer outra motivação pode nos levar ao desânimo, à decepção, à acomodação, à murmuração. Por isso, só pode servir quem foi vocacionado para tal serviço. Se o Cristo não for a nossa motivação, precisamos rever nosso serviço à Igreja. E se a gente não escutasse a palavra de Deus, o serviço que prestamos a Deus na comunidade é forçado e se tornou somente uma obrigação.


Nosso serviço, independente do lugar que seja, precisa deixar, no coração de quem servimos, a alegria verdadeira do Senhor. Essa alegria é uma certeza da presença de Deus na vida daquela pessoa, muitas vezes sofrida, angustiada, solitária, problemática, sem esperança. O nosso serviço é importantíssimo para que o amor de Deus possa atingir tantos corações. Sinta-se privilegiado por servir ao Senhor nos mais necessitados.


Maria permaneceu: esse dado é muito importante para compreender o serviço na vida de Maria. Para servir, não podemos nos preocupar com o tempo. O serviço deve durar o tempo necessário para que o bem seja feito na vida de quem nós servimos. Missionário e servidor do Senhor que serve olhando o tempo todo para o relógio, não entendeu o sentido da missão. É preciso ter a capacidade e a coragem de se desgastar pelo irmão. Maria permaneceu com Isabel o tempo que foi necessário, três meses, mas se fosse preciso ela ficaria muito mais. O servidor não pode utilizar-se do seu serviço para causas próprias. Servindo, queremos que o irmão sinta e faça uma experiência do amor de Deus em sua vida. Para isso, é preciso que o servidor sinta que esse amor de Deus já fora derramado eu seu coração. Servidor que não tem vida de oração pessoal, não se confessa, não comunga, não tem piedade nem caridade, é vazio. Com tudo se irrita, reclama de todos, não tem paz interior, não respeita o espaço do irmão e é sempre causa de contendas. Sem vida de intimidade com o Senhor, nosso serviço é estéril, não dá frutos.


João Paulo II diz na Redemptoris Mater (p.69): “É para Maria que a Igreja, da qual ela é Mãe e modelo, deve olhar, a fim de compreender na sua integridade o sentido da própria missão”. Precisamos voltar nosso olhar para a Maria bíblica, sem exageros nem friezas. Olhar para Maria do lugar dela, sem confusões. E. Schillebeeckx, teólogo alemão, em seu livro Maria Mãe da Redenção, no finalzinho do prefácio diz: “Na véspera do congresso mariano realizado em Roma em novembro de 1954, Pio XII preveniu os congressistas de dois perigos: o do exagero intempestivo, teológico e sentimental; e o do racionalismo diante do mistério mariano”. È disso que nós precisamos: entender Maria com serenidade, descobrindo o seu modo de ser discípula missionária do Seu Filho Jesus Cristo. No serviço operante de Maria, aprendamos a servir".

30 de nov. de 2010

PORTO REAL DO COLEGIO EM FESTA: 2° DIA DE NOVENA

2° DIA 30/11/2010 (terça-feira)

Tema: Maternidade de Maria

Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que Ele amava, disse à mãe: “Mulher, eis o teu filho!” (Jo 19, 26).

Homenag.: Terço dos homens e Povoados: Sobrado e Tapera

19:30 Novena e Missa Celebrante: Pe. Niraldo






































































CORAL DOS HOMENS: CORAL VICENTE DE PAULO








REFLEXÃO SOBRE A MATERNIDADE DE MARIA


1. “E a partir daquele momento, o discípulo recebeu-A em sua casa” (Jo. 19, 27)
Precisamente ele, João, filho de Zebedeu, apóstolo e evangelista, ouviu do alto da Cruz as palavras de Cristo: “Eis a tua Mãe”. Anteriormente, Jesus tinha dito à própria Mãe: “Senhora, eis o Teu filho”.
Este foi um testamento maravilhoso.
Ao deixar este mundo, Cristo deu a Sua Mãe um homem que fosse para Ela como um filho: João. A Ela o confiou. E, em consequência desta doação e deste acto de entrega, Maria tornou-se mãe de João. A Mãe de Deus tornou-se Mãe do homem.
E, a partir daquele momento, João “recebeu-A em sua casa”. João tornou-se também amparo terreno da Mãe de seu Mestre; é direito e dever dos filhos, efectivamente, assumir o cuidado da mãe. Mas acima de tudo, João tornou-se por vontade de Cristo o filho da Mãe de Deus. E, em João, todos e cada um dos homens d’Ela se tornaram filhos.

2. “Recebeu-A em sua casa” – esta frase significa, literalmente, na sua habitação.
Uma manifestação particular da maternidade de Maria em relação aos homens são os lugares, em que Ela se encontra com eles; as casas onde Ela habita; casas onde se sente uma presença toda particular da Mãe.

Estes lugares e estas casas são numerosíssimos. E são de uma grande variedade: desde os oratórios nas habitações e dos nichos ao longo das estradas, onde sobressai luminosa a imagem da Santa Mãe de Deus, até às capelas e às igrejas construídas em Sua honra. Há porém, alguns lugares, nos quais os homens sentem particularmente viva a presença da Mãe. Não raro, estes locais irradiam amplamente a sua luz e atraem a si a gente de longe. O seu círculo de irradiação pode estender-se ao âmbito de uma diocese, a uma nação inteira, por vezes a vários países e até aos diversos continentes. Estes lugares são os santuários marianos.

Em todos estes lugares realiza-se de maneira admirável aquele testamento singular do Senhor Crucificado: aí, o homem sente-se entregue e confiado a Maria e vem para estar com Ela, como se está com a própria Mãe. Abre-Lhe o seu coração e fala-Lhe de tudo: “recebe-A em sua casa”, dentro de todos os seus problemas, por vezes difíceis. Problemas próprios e de outrem. Problemas das famílias, das sociedades, das nações, da humanidade inteira.
3. Não sucede assim, porventura, no santuário de Lourdes na França? Não é igualmente assim, em Jasna Góra em terras polacas, no santuário do meu País, que este ano celebra o seu jubileu dos seiscentos anos?

Parece que também lá, como em tantos outros santuários marianos espalhados pelo mundo, com uma força de autenticidade particular, ressoam estas palavras da Liturgia do dia de hoje:“Tu és a honra do nosso povo” (Iudit. 15,10); e também aquelas outras:“Perante a humilhação da nossa gente”,“... aliviaste o nosso abatimento, com a tua rectidão, na presença do nosso Deus”(Iudt. 13,20).

Estas palavras ressoam aqui quase como eco particular das experiências vividas não só pela Nação portuguesa, mas também por tantas outras nações e povos que se encontram sobre a face da terra; ou melhor, elas são o eco das experiências de toda a humanidade contemporânea, de toda a família humana.

4. Venho hoje aqui, porque exactamente neste mesmo dia do mês, no ano passado, se dava, na Praça de São Pedro, em Roma, o atentado à vida do Papa, que misteriosamente coincidia com o aniversário da primeira aparição em Fátima, a qual se verificou a 13 de Maio de 1917.
Estas datas encontraram-se entre si de tal maneira, que me pareceu reconhecer nisso um chamamento especial para vir aqui. E eis que hoje aqui estou. Vim para agradecer à Divina Providência, neste lugar, que a Mãe de Deus parece ter escolhido de modo tão particular.
“Misericordiae Domini, quia non sumus consumpti” – Foi graças ao Senhor que não fomos aniquilados (Lam. 3, 22) – repito uma vez mais com o Profeta.

Vim, efectivamente, sobretudo para aqui proclamar a glória do mesmo Deus:“Bendito seja o Senhor Deus, Criador do Céu e da Terra”, quero repetir com as palavras da Liturgia de hoje (Iudt. 13,18).

E ao Criador do Céu e da Terra elevo também aquele especial hino de glória, que é Ela própria: a Mãe Imaculada do Verbo Encarnado:
“Abençoada sejas, minha filha, pelo Deus Altíssimo / Mais do que todas as mulheres sobre a Terra... / A confiança que tiveste não será esquecida pelos homens, / E eles hão-de recordar sempre o poder de Deus. / Assim Deus te enalteça eternamente” (Ibid. 13, 18-20).
Na base deste canto de louvor, que a Igreja entoa com alegria, aqui como em tantos lugares da terra, está a incomparável escolha de uma filha do género humano para ser Mãe de Deus.E por isso seja sobretudo adorado Deus: Pai, Filho, e Espírito Santo.
Seja bendita e venerada Maria, protótipo da Igreja, enquanto “habitação da Santíssima Trindade”.

5. A partir daquele momento em que Jesus, ao morrer na Cruz, disse a João: “Eis a tua Mãe”, e a partir do momento em que o discípulo “A recebeu em sua casa”, o mistério da maternidade espiritual de Maria teve a sua realização na história com uma amplidão sem limites. Maternidade quer dizer solicitude pela vida do filho. Ora se Maria é mãe de todos os homens, o seu desvelo pela vida do homem reveste-se de um alcance universal. A dedicação de qualquer mãe abrange o homem todo. A maternidade de Maria tem o seu início nos cuidados maternos para com Cristo.

Em Cristo, aos pés da Cruz, Ela aceitou João e, nele, aceitou todos os homens e o homem totalmente. Maria a todos abraça, com uma solicitude particular, no Espírito Santo. É Ele, efectivamente, “Aquele que dá a vida”, como professamos no Credo. É Ele que dá a plenitude da vida, com abertura para a eternidade.

A maternidade espiritual de Maria é, pois, participação no poder do Espírito Santo, no poder d’Aquele “que dá a vida”. E é ao mesmo tempo, o serviço humilde d’Aquela que diz de si mesma: “Eis a serva do Senhor” (Luc. 1, 38).
À luz do mistério da maternidade espiritual de Maria, procuremos entender a extraordinária mensagem que, daqui de Fátima, começou a ressoar pelo mundo todo, desde o dia 13 de Maio de 1917, e que se prolongou durante cinco meses, até ao dia 13 de Outubro do mesmo ano.

6. A Igreja ensinou sempre, e continua a proclamar, que a revelação de Deus foi levada à consumação em Jesus Cristo, que é a plenitude da mesma, e que “não se há-de esperar nenhuma outra revelação pública, antes da gloriosa manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo” (Dei Verbum, 4). A mesma Igreja aprecia e julga as revelações privadas segundo o critério da sua conformidade com aquela única Revelação pública.


7. Quando Jesus disse do alto da Cruz: “Senhora, eis o Seu filho” (Io. 19, 26), abriu, de maneira nova, o Coração da Sua Mãe, o coração Imaculado, e revelou-Lhe a nova dimensão do amor e o novo alcance do amor a que Ela fora chamada, no Espírito Santo, em virtude do sacrifício da Cruz.

8. Cristo disse do alto da Cruz: “Senhora, eis o Teu filho”. E, com tais palavras, abriu, de um modo novo, o Coração da Sua Mãe.
Pouco depois, a lança do soldado romano trespassou o lado do Crucificado. Aquele coração trespassado tornou-se o sinal da redenção, realizada mediante a morte do Cordeiro de Deus.
O Coração Imaculado de Maria aberto pelas palavras – “Senhora, eis o Teu Filho” – encontra-se espiritualmente com o Coração do Filho trespassado pela lança do soldado. O Coração de Maria foi aberto pelo mesmo amor para com o homem e para com o mundo com que Cristo amou o homem e o mundo, oferecendo-Se a Si mesmo por eles, sobre a Cruz, até àquele golpe da lança do soldado.

Consagrar o mundo ao Coração Imaculado de Maria significa aproximar-nos, mediante a intercessão da Mãe, da própria Fonte da Vida, nascida no Gólgota. Este Manancial escorre ininterruptamente, dele brotando a redenção e a graça. Nele se realiza continuamente a reparação pelos pecados do mundo. Tal Manancial é sem cessar Fonte de vida nova e de santidade.

Consagrar o mundo ao Imaculado Coração da Mãe significa voltar de novo junto da Cruz do Filho. Mais quer dizer, ainda: consagrar este mundo ao Coração trespassado do Salvador, reconduzindo-o à própria fonte da Redenção. A Redenção é sempre maior do que o pecado do homem e do que “o pecado do mundo”. A força da Redenção supera infinitamente toda a espécie de mal, que está no homem e no mundo.
O Coração da Mãe está conscio disso, como nenhum outro coração em todo o cosmos, visível e invisível.

E para isso faz a chamada.
Chama não somente à conversão. Chama-nos a que nos deixemos auxiliar por Ela, como Mãe, para voltarmos novamente à fonte da Redenção.
9. Consagrar-se a Maria Santíssima significa recorrer ao seu auxílio e oferecermo-nos a nós mesmos e oferecer a humanidade Àquele que é Santo, infinitamente Santo; valer-se do seu auxílio – recorrendo ao seu Coração de Mãe aberto junto da Cruz ao amor para com todos os homens e para com o mundo inteiro – para oferecer o mundo, e o homem, e a humanidade, e todas as nações Àquele que é infinitamente Santo. A santidade de Deus manifestou-se na redenção do homem, do mundo, da inteira humanidade e das nações: redenção esta que se realizou mediante o sacrifício da Cruz. “Por eles, Eu consagro-me a Mim mesmo”, tinha dito Jesus” (Io. 17, 19).

O mundo e o homem foram consagrados com a potência da Redenção. Foram confiados Àquele que é infinitamente Santo. Foram oferecidos e entregues ao próprio Amor, ao Amor misericordioso.

A Mãe de Cristo chama-nos e exorta-nos a unir-nos à Igreja do Deus vivo, nesta consagração do mundo, neste acto de entrega mediante o qual o mesmo mundo, a humanidade, as nações e todos e cada um dos homens são oferecidos ao Eterno Pai, envoltos com a virtude da Redenção de Cristo. São oferecidos no Coração do Redentor trespassado na Cruz.
A Mãe do Redentor chama-nos, convida-nos e ajuda-nos para nos unirmos a esta consagração, a este acto de entrega do mundo. Então encontrar-nos-emos, de facto, o mais próximo possível do Coração de Cristo trespassado na Cruz.


10. O Concílio Vaticano II, na Constituição dogmática sobre a Igreja “Lumen Gentium” e na Constituição pastoral sobre a Igreja no Mundo Contemporâneo “Gaudium et Spes” explicou amplamente as razões dos laços que unem a Igreja com o mundo de hoje. Ao mesmo tempo os seus ensinamentos sobre a presença especial de Maria no mistério de Cristo e da Igreja, maturaram no acto com que Paulo VI, ao chamar a Maria também Mãe da Igreja, indicava de maneira mais profunda o carácter da sua união com a mesma Igreja e da Sua solicitude pelo mundo, pela humanidade, por cada um dos homens e por todas as nações: a sua maternidade.
Deste modo, foi ainda mais aprofundada a compreensão do sentido da entrega, que a Igreja é chamada a fazer, recorrendo ao auxílio do Coração da Mãe de Cristo e nossa Mãe.


11. Assim, se por um lado o coração se confrange, pelo sentido elo pecado do mundo, bem como pela série de ameaças que aumentam no mundo, por outro lado, o mesmo coração humano sente-se dilatar com a esperança, ao pôr em prática uma vez mais aquilo que os meus Predecessores já fizeram: entregar e confiar o mundo ao Coração da Mãe, confiar-Lhe especialmente aqueles povos, que, de modo particular, tenham necessidade disso. Este acto equivale a entregar e a confiar o mundo Àquele que é Santidade infinita. Esta Santidade significa redenção, significa amor mais forte do que o mal. Jamais algum “pecado do mundo” poderá superar este Amor.
Uma vez mais. Efectivamente, o apelo de Maria não é para uma vez só. Ele continua aberto para as gerações que se renovam, para ser correspondido de acordo com os “sinais dos tempos” sempre novos. A ele se deve voltar incessantemente. Há que retomá-lo sempre de novo.

12. Escreve o Autor do Apocalipse:
“Vi depois a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, pronta como noiva adornada para o seu esposo. E, do trono, ouvi uma voz potente que dizia: Eis a morada de Deus entre os homens. Deus há-de morar entre eles: eles mesmos serão o Seu povo e Ele próprio – Deus-com-eles – será o Seu Deus” (Apoc. 21, 2ss).
A Igreja vive desta fé.

Com tal fé caminha o Povo de Deus.
“A morada de Deus entre os homens” já está sobre a terra.
E nela está o Coração da Esposa e da Mãe, Maria Santíssima, adornado com a gema da Imaculada Conceição: o Coração da Esposa e da Mãe, aberto junto da Cruz pela palavra do Filho, para um novo e grande amor do homem e do mundo. O Coração da Esposa e da Mãe, cônscio de todos os sofrimentos dos homens e das sociedades sobre a face da terra.
O Povo de Deus é peregrino pelos caminhos deste mundo na direcção escatológica. Está em peregrinação para a eterna Jerusalém, para a “morada de Deus entre os homens”.
Lá, onde Deus “há-de enxugar-lhes dos olhos todas as lágrimas; a morte deixará de existir, e não mais haverá luto, nem clamor, nem fadiga. O que havia anteriormente desapareceu” (Cfr. Apoc. 21, 4).

Mas “o que havia anteriormente” ainda perdura. E é isso precisamente que constitui o espaço temporal da nossa peregrinação.
Por isso, olhemos para “Aquele que está sentado no trono” que diz: “Vou renovar todas as coisas” (Cfr. Ibid. 21, 5).

E juntamente com o Evangelista e Apóstolo procuremos ver com os olhos da fé “o novo céu e a nova terra”, porque o “primeiro céu e a primeira terra” já passaram...
Entretanto, até agora, “o primeiro céu e a primeira terra” continuam, estando sempre à nossa volta e dentro de nós. Não podemos ignorá-lo. Isso permite-nos, no entanto reconhecer que graça imensa foi concedida ao homem quando no meio deste peregrinar, no horizonte da fé dos nossos tempos, se acendeu esse “Sinal grandioso: uma Mulher”!
Sim, verdadeiramente podemos repetir: “Abençoada sejas, filha, pelo Deus altíssimo, mais que todas as mulheres sobre a Terra!

... Procedendo com rectidão, na presença do nosso Deus,... Aliviaste o nosso abatimento”.
Verdadeiramente, Bendita sois Vós!

Sim, aqui e em toda a Igreja, no coração de cada um dos homens e no mundo inteiro: sede bendita ó Maria, nossa Mãe dulcíssima!


HOMILIA DO PAPA JOÃO PAULO II
Fátima, 13 de Maio de 1982